Opinião sobre a Copa do Mundo de Clubes

 É verdade que já faz um tempo que a Copa do Mundo de Clubes (apelidado por alguns no Brasil de supermundial) encerrou-se com pontos positivos e alguns pontos a melhorar. Deixe-me opinar aqui:

1. A câmera fixada no árbitro foi uma inovação curiosa: para quem assiste pela TV (claro, pela internet em geral também, rs) dá uma sensação diferente do que tínhamos até então (parece que estamos dentro do jogo, ou que estamos vendo um jogo de videogame). Particularmente acho que acrescenta pouco em um evento como uma Copa do Mundo, mas vale pela inovação em si;

2. O protocolo norte-americano para adversidades climáticas vai gerar polêmicas durante a Copa do Mundo de Clubes: o campeão Chelsea através de seu treinador já havia reclamado do enorme intervalo no confronto das oitavas de final contra o Benfica. Em uma competição entre clubes, o impacto na transmissão fora pouco sentido (no sentido de não ter gerado tanta discussão entre os comentaristas esportivos) talvez até pelo fato de que, embora possamos colocar que o Benfica ganhou sobrevida no retorno da partida ao empatar e levar o confronto à prorrogação, não houve, de fato, uma mudança de cenário da partida (o Chelsea entrou como favorito e venceu na prorrogação como favorito). Imagino se esse protocolo precisar ser acionado em uma partida eliminatória envolvendo uma (ou duas) das grandes seleções favoritas e provoque desdobramentos no calendário da Copa do Mundo de seleções (uma reviravolta de placar ou a elevação do cansaço do time classificado para a fase seguinte) se haverá maior repercussão.

3. O ranking de clubes pode ser melhorado: teria sido melhor (em termos de marketing e exposição da competição) se Barcelona e Liverpool (ao invés de Porto e Salzburg). Não quero dizer que os dois que estiveram na competição deste ano não merecessem, mas é evidente que, tecnicamente. mas principalmente, por visibilidade do torneio, as camisas catalã e dos reds seriam importantes para dar o peso que a FIFA pretendia para a competição. Tenho dúvidas se o Boca honrou a vaga de sexto sulamericano (não querendo puxar mais vagas a brasileiros, mas acredito que haviam outros times vivendo momentos melhores, como Racing e Independiente Del Valle). Para estes casos, talvez como sugestão seria legal que houvesse uma ponderação nos rankings baseados nos anos em que os pontos foram conquistados. Por exemplo: os pontos conquistados válidos para esta edição compreendiam os anos 2021 a 2024; logo, poderia ser adotado que os pontos no primeiro ano teriam peso 1, do segundo e terceiro anos teriam peso 2 e do último ano peso 3 (ou ajustar esse "critério" privilegiando os melhores times às vésperas da realização do torneio. 

Eu poderia opinar mais, mas me cansei do tema. Deixa para a próxima.

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